domingo, 23 de maio de 2010

O conto dos tres irmãos

O conto dos três irmãos

Era uma vez três irmãos que estavam viajando por uma estrada deserta e tortuosa ao anoitecer...

Depois de algum tempo os irmãos chegaram a um rio fundo demais para vadear e perigoso demais para atravessar a nado.

Os irmãos,porém,eram versados em magia,entao simplismente agitaram as mãos e fizeram aparecer uma ponte sobre as aguas traiçoeiras.Já estavam na metade da trvessia quando viram o caminho bloqueado por um vulto encapuzado.

E a morte falou.Estava sangado por terem lhe roubado três vitimas,porque o normal era os viajantes se afogarem no rio.Mas a morte foi astuta.Fingiu comprimentar os três irmãos por sua magia,e disse que cada um ganhara um prêmio por ter sido inteligente o bastante para lhe escapar.

Então,o irmão mais velho,que era um homem combativo, pediu a varinha mais poderosa que existisse: uma varinha que sempre vencesse os duelos para seu dono, uma varinha digna de um bruxo que derrotara a morte!Ela atravessou a ponte e se dirigiu  a um vetusto sabugueiro na margem do rio,fabricou uma varinha de um galho da ávore e entregou-a ao irmão mais velho.

Então,o segundo irmão que era um homem arrogante,resolveu humilhar ainda mais a morte e pediu o poder de restituir a vida aos que ela levara.Então a morte apanhou uma pedra da margem do rio e entregou-a ao segundo irmão,dizendo-lhe que apdra tinha o poder de ressuscitar os mortos.

Então,a morte perguntou ao terceiro e mais moço dos irmãos o que queria.O mais moço era o mais humilde e também o mais sábio dos irmãos,e não confiou na morte.Pediu,então,ao que lhe permitisse sair daquele lugar sem ser perseguido por ela.

E a morte,de má vontade,lhe entregou a própria capa da invisibilidade.

Então,a morte se afastou para um lado e deixou os três irmãos continuarem viagem e foi o que eles fizeram,comentando, assombrados,a aventura que tinham vivido e admirando os presentes da morte.

No devido tempo,os irmãos se separaram,cada um tomou um destino diferente.

O primeiro irmão viajou uma semana ou mais e,ao chegar a uma aldeia distante,procurou um colega bruxo com quem tivera uma briga.Armado com a varinha de sabugueiro,a varinha das varinhas,ele nao poderia deixar de vencer o duelo que se seguiu.Deixando o inimigo morto no chão,o irmão mais velho dirigiu-se a uma estalagem,onde se gabou, em altas vozes,da poderosa varinha que arrebatara da propria morte,e de que arma o tornara invencivel.

Na mesma noite,outro bruxo aproximou-se sorrateiramente do irmão mais velho enquanto dormia em sua cama,embriagado pelo vinho.O ladrão levou a varinha e, para se garantir,cortou a garganta do irmão mais velho.

Assim, a morte levou o primeiro irmão.

Entrementes,o segundo irmão viajou para a propria casa,onde vivia sozinho.Ali,tomou a pedra que tinha o poder de ressuscitar os mortos e virou-a três vezes na mão.Para a sua surpresa e alegria,a figura de uma moça que tivera esperança de desposar antes de sua morte precoce surgiu instantaneamente diante dele.

Contudo,ela estava triste e fria,como que separada dele por um véu.Embora tivesse retornado ao mundo dos mortais,seu lugar não era ali,e ela sofria.Diante disso,o segundo irmão,enlouquecido pelo desesperado desejo,matou-se para poder verdadeiramente se unir a ela.

Então,a morte levou o segundo irmão.

Embora a morte procurasse o terceiro irmão durante muitos anos,jamais conseguiu encontra-lo.Somente quando atingiu uma idade avançada foi que o irmão mais moço despiu a capa da invisibilidade e deu-a de presente ao filho.Acolheu,entao,como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado,e,iguais,partiram desta vida.

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